sábado, 3 de outubro de 2009


"Estou de partida, sem destino"


Vou acordar ao som da agitação matinal de Londres, levantar-me e ao abrir a porta de acesso à varanda, poder contemplar a paisagem sobre o Tamisa. Vou comer dezenas de chocolates, passar o dia todo no Harrod’s, e uns tantos outros no Hyde Park; ver os pássaros voar por cima de todas aquelas árvores e poder apreciar casais de velhotes a passear, cujo casamento sobreviveu anos e anos e provavelmente continuará a sobreviver até ao fim dos seus dias. Quero lá saber se existe gente a morrer ou se há problemas noutro qualquer lado do mundo. Vou ser egoísta por um pouco, tocar nos sonhos, tocar no céu... Vou saborear um capuccino todas as manhãs no Café Di Roma em frente ao Coliseu, fazer a travessia de comboio pela Itália, voltar a Veneza e correr atrás dos pombos na Piazza Di San Marcos, andar de Gôndola e sonhar que um dia estarás lá ao meu lado… Trilhar por três dias e três noites o caminho Inca e chegar à triunfal Machu Pichu, e escalar os Himalaias em direcção ao misterioso Tibete… Vou mesmo escrever estas linhas sabendo que posso concretizar os meus sonhos, saborear cada letra, cada palavra, transformando simples pensamentos em objectivos concretos. “A vida é o que queremos fazer dela”, um dia alguém me disse… Estou de partida. Vou ser feliz à minha maneira, afastar por tempo indeterminado os problemas que eu crio na minha vida. Corrigir a complexidade do meu ser e entregar-me aos prazeres da incerteza do que me trará o dia de amanhã, deitar fora o relógio, o telemóvel e todos os objectos que me impeçam de ficar comigo mesmo. Pego numa mochila e parto em busca dos meus sonhos. Ser feliz da maneira que sempre quis! Talvez… capaz de amar em Nova Iorque. Porque é lá que te encontrarei um dia.

(Sabes uma coisa? Txii)

(e um dia faço mesmo esta viagem, está prometido!)

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