terça-feira, 29 de setembro de 2009


"Já não te amo"


És invisível, porque estavas presente na minha vida sem realmente estares, quase não existes e eu não te amo, embora agora me digam que é impossível ter-te esquecido. E esqueci-te, mesmo, acredita! Mas se assim é, então que desapareça esta imperiosa necessidade que tomou hoje conta de mim. Fecho os olhos e inspiro bem fundo o fumo que me dás, fazendo-te arder em mil bocadinhos. Mato-te, matando-me, escrevendo no ar um bafo trágico da nossa história. E por fim, quando abro os olhos, expiro-te novamente, atingindo um orgasmo de inimagináveis proporções. Fecho os olhos. Mas eis que, finalmente, chega a hora... O cansaço era temporário e tudo passou. Tudo passou! Eu apago-te no cinzeiro (já o consigo fazer) e agora desapareceste, não existes mais, por hoje, por um bom tempo, e nem as memórias já têm força sobre mim; talvez tenham sido pensadas demais. Mas finalmente acabou. Foi apenas uma noite. Carência emocional, talvez. Nem sequer saudades.

Eu já não te amo

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